Chefio uma equipe 99% masculina e vejo gente com olhar de 'essa não aguenta o rojão': isso é o meu combustível

"São 110 homens e 2 mulheres sob o meu comando. No início conseguir meu espaço foi bem difícil, além de ser mulher sou relativamente jovem em comparação ao meu grupo de liderados. Mas eu me sinto bem, aprendi a lidar com meu público, a impor respeito, a ser igual mesmo sendo diferente.

Me sinto respeitada grande parte do tempo, principalmente hoje que me sinto mais segura na minha posição. Mas já passei por três situações bem marcantes de insubordinação. A primeira foi em um contrato bem difícil e eu também não soube me posicionar. Acabou que esse empregado foi desligado tempos depois, por insubordinação a um outro gestor (homem por sinal). O outro eu fiz o desligamento imediatamente após o ocorrido e o ultimo consegui reverter, o empregado trabalha comigo até os dias de hoje, me tem o maior respeito e conseguimos construir até uma boa amizade. Tem que ter jogo de cintura, procurar entender que às vezes não é fácil, principalmente para os liderados mais experientes, e tentar ao máximo trazer a equipe pra você.

Até porque ser chefe é bem diferente de ser líder. Chefe ocupa um cargo, manda e quer ser obedecido, se posiciona de forma abusiva e autoritária. Líder direciona, delega, acompanha e apoia. Tenho extremo respeito pelas pessoas que trabalham comigo e contribuem para que eu consiga apresentar bons resultados.

Mas a empresa que eu trabalho é prestadora de serviço então mudo de clientes com alguma frequência e, às vezes, rola alguns comentários tipo: você é a técnica de segurança? você é o administrativo? Aí redondo: não, sou a gestora do contrato. Vejo gente com o nariz torcido ou com olhares incrédulos que transmitem algo como: com certeza essa não aguenta o rojão. E esses olhares e comportamentos são o combustível, a mola propulsora que me faz querer trabalhar mais, trabalhar melhor, fazer bem feito, mostrar que sou capaz. A medida que o tempo passa consigo provar o meu valor e conquistar o meu espaço em um ambiente quase que totalmente masculino.

O meu conselho pras engenheiras que são novas nesse mundo é fazer o que eu faço: não pensar no preconceito. Já gastamos tanta energia precisando trabalhar mais, tendo que ser mais competentes, provando por mais de uma vez que damos conta do recado, tudo o que não precisamos é ter mais uma coisa para pensar. Então foca no trabalho, em fazer bem feito, ajudar no que for preciso, desenvolver as competências necessárias para objetivos escolhidos e no final vai dar tudo certo."

L.D, 30 anos.

Salvador, BA.

A gente sabe que as poderosas que tiram de letra os cargos de chefia também são mulheres como todas nós, então que tal dar uma olhada nesses penteados praqueles dias que a gente acorda inspirada pra ir diva pro trabalho?

Publicado em: Terça-feira 29 de agosto de 2017 - 16h44

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